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Comida de verdade vem da agricultura familiar

  • Foto do escritor: Isadora Cabrera
    Isadora Cabrera
  • 26 de mai. de 2022
  • 3 min de leitura

Atualizado: 27 de nov. de 2023



Sempre falamos sobre a agricultura familiar e como apoiamos esse sistema, mas você sabe quem é o agricultor familiar? Esse trabalhador é caracterizado por ter uma propriedade de pequeno porte, utilizar a mão de obra e gestão familiar. Além de a maior parte de sua renda ser fruto da atividade agropecuária.


Para você entender melhor sobre a importância desse profissional e o sistema que ele está envolvido, continue a leitura.


A importância da agricultura familiar no Brasil


De acordo com o Censo de 2017 do IBGE, existem 10 milhões de pessoas que trabalham com a agricultura familiar no Brasil. 67% dos trabalhadores da agropecuária são agricultores familiares e 70% dos alimentos consumidos no Brasil vêm da agricultura familiar. Incrível, né?


Incentivar a agricultura familiar é um dos propósitos de Kiro, por isso, recebemos o Selo Nacional da Agricultura Familiar (SENAF), que é uma importante ferramenta do governo, desenvolvida pela secretaria especial de agricultura familiar, para identificar os produtos oriundos desta agricultura, promovendo o sustento do meio rural e seu acesso competitivo ao mercado.


Apesar de a agricultura familiar ser responsável por grande parte da alimentação brasileira, o apoio do governo é baixo. Esse sistema evita o uso de agrotóxicos e a monocultura, priorizando a produção de alimentos variados, respeitando o solo e o ecossistema de uma forma sustentável.


Já o agronegócio se favorece economicamente utilizando agrotóxicos, técnicas de cultivo inadequadas, uso intensivo de máquinas e monocultura— esta que causa o esgotamento dos nutrientes, compactação, erosão e aceleração da desertificação do solo.


Em nível de comparação: desde 2004, existe a Lei 10.925, que garante a isenção do pagamento de tributos como o PIS/PASEP e do Cofins na importação e sobre a receita bruta de venda no mercado interno.

Além disso, existe a redução de 60% da base de cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) e isenção total do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de determinados tipos de agrotóxicos, estabelecido pelo Decreto 7.660, de 23 de dezembro de 2011.


É esta lógica que faz um produto orgânico ser mais caro do que um cheio de agrotóxicos. E comemos esses alimentos diariamente sem questionar o porquê de isso acontecer. Anualmente, o governo deixa de arrecadar mais de R$6,2 bilhões, de acordo com estudo da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco).


Comida com veneno


Conforme o Atlas Geográfico do Uso de Agrotóxicos no Brasil e Conexões com a União Europeia, em 2017, o Brasil consumia 20% do agrotóxico comercializado no mundo. A engenheira química Sonia Corina Hess, professora da Universidade Federal de Santa Catarina realizou uma avaliação que mostrou que de 2018 a 2022 foram liberados 1500 agrotóxicos para uso no Brasil, uma média de 500 liberações por ano, quase cinco vezes mais do que nos anos anteriores.


Desde 2002 tramita na Câmara dos Deputados o PL nº 6299/2002, que ficou conhecido como Pacote do Veneno. Ele propõe a flexibilização das normas de adoção de agrotóxicos nos alimentos brasileiros e foi aprovado pela Câmara em fevereiro deste ano e aguarda votação no Senado.


“O PL retira atribuições de órgãos regulatórios como Anvisa, do Ministério da Saúde, e Ibama, do Ministério do Meio Ambiente, concentrando o poder de decisão sobre a adoção dos agrotóxicos no Ministério da Agricultura, Pesca e Abastecimento, e enfraquece estados e municípios nas ações de vigilância e comunicação dos resultados desse monitoramento.”, conforme a Revista Gama.


Ou seja, mais veneno em nossa comida e possivelmente maior desenvolvimento de doenças na sociedade. Dificuldades respiratórias, alergias e doenças de pele, na boca e muito mais, são algumas das doenças e complicações de saúde que podem ser causadas pela exposição ou consumo de alimentos com agrotóxico.


As principais pessoas afetadas são as que trabalham com o manuseio desses agrotóxicos ou moram próximas às áreas de plantação em que eles são usados, afinal, a pulverização aérea é um dos métodos mais utilizados aqui no Brasil, fazendo com que os agrotóxicos fiquem no ar.


Muitas substâncias proibidas na maior parte do mundo, inclusive na União Europeia, são permitidas aqui no Brasil. São agrotóxicos, pesticidas, fertilizantes, etc, que causam diversos danos, como os neurológicos, por exemplo. Então por que aprová-los em nossos alimentos?


Desde o início do governo Bolsonaro, foram aprovados 1600 novos agrotóxicos no Brasil, um recorde, demonstrando que este governo não está preocupado com a nossa saúde.


Então, vale a pena comer comida com veneno por um preço mais barato? É claro que existe um grande privilégio financeiro para poder comprar orgânicos, mas quem tem esse poder aquisitivo deve priorizar o consumo desses alimentos.


É também essencial valorizarmos os pequenos produtores e impedirmos que mais retrocessos aconteçam pressionando o governo para não serem mais aprovados decretos, Projetos de Leis e afins como os citados.


O IDEC (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) criou um mapa de feiras orgânicas no Brasil. Confira a mais próxima da sua localização!


Consuma marcas locais. Nossos ingredientes são 100% naturais além de virem da agricultura familiar. Beba Kiro! :)



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