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Qual o papel das empresas na redução do preconceito à comunidade LGBTQIA+ no ambiente de trabalho?

  • Foto do escritor: Isadora Cabrera
    Isadora Cabrera
  • 18 de mar. de 2022
  • 3 min de leitura

Atualizado: 22 de mar. de 2022



Você se sente acolhido em seu ambiente de trabalho sendo uma pessoa LGBTQIA+? Entenda qual é o papel das empresas ao se tornarem aliadas na luta contra o preconceito.


O trabalho é um dos ambientes que mais nos dedicamos e passamos tempo, além de ser um dos pilares da dignidade humana, por isso, a oferta de oportunidades a pessoas da comunidade LGBTQIA+ com ambientes de trabalho que promovam a inclusão é fundamental para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Queremos refletir como cada um de nós, independentemente da função exercida, pode ser uma pessoa aliada na construção dessa cultura mais inclusiva e diversa. Vamos conversar sobre essa pauta no contexto do trabalho? Entenda como sua companhia pode ajudar a combater o preconceito neste ambiente.

Contribua para a melhora da saúde mental

Uma pesquisa feita em abril e maio de 2020 pelo coletivo #VoteLGBT e o Escritório Cultural Box1824 mostrou que 54% dos entrevistados disseram precisar com urgência de acompanhamento psicológico. Apesar de problemas psicológicos afetarem pessoas independentemente da orientação sexual, é importante ressaltar que por conta do preconceito, a comunidade LGBTQIA+ sofre mais e nem sempre tem algum apoio para poder contar, já que o preconceito pode vir dos próprios membros da família. Passamos oito ou mais horas do nosso dia no ambiente de trabalho, por isso, é muito importante se sentir respeitado e acolhido por nossos colegas. O papel das empresas na redução do preconceito com a comunidade começa na aplicação de uma cultura que prioriza o respeito à diversidade, não tolerando nenhum tipo de assédio ou preconceito.

Respeite os direitos da comunidade

Parece óbvio, mas respeitar os direitos básicos dos cidadãos é algo que nem sempre acontece quando falamos sobre os membros da comunidade LGBTQIA+. Abolir qualquer tipo de assédio e preconceito no ambiente de trabalho é primordial para que as pessoas da comunidade se sintam respeitadas. Mas para entender o que é desrespeitoso, precisamos nos educar. E que tal incentivar os colaboradores a lerem sobre o assunto? A organização Think Olga lançou em 2017 mini manuais de Jornalismo Humanizado para prestarmos atenção em termos desrespeitosos. Entre eles, há o material específico para evitar termos LGBTfóbicos. Você pode conferir aqui. Em 2019, o STF equiparou crimes de racismo com os de homofobia. Ou seja, caso uma pessoa da comunidade sofra preconceito, poderá denunciar online ou em uma delegacia. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, a Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância) é especializada no assunto. Para menores de idade, o indicado é buscar o conselho tutelar. Há também as Defensorias Públicas, os núcleos especializados da OAB e as ONGs nacionais podem ajudar.

Empregue pessoas LGBTQIA+

Na pesquisa também foi identificado que “10,62% dos entrevistados relataram não ter dinheiro suficiente para se manter e 70% apontam a falta de emprego.” Além disso, os membros da comunidade relataram não receber auxílio emergencial. É importante ressaltar também que travestis, transexuais e transgêneros são os que mais sofrem neste quesito, pois o Brasil é o país que mais mata essas pessoas. Em 2019 foram registradas 124 mortes de acordo com estudo da Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais). Gerar emprego para essas pessoas é uma das atitudes principais para ajudar a reduzir o preconceito. Oferecer essa oportunidade é também garantir que menos travestis, transexuais e transgêneros fiquem em situação de vulnerabilidade ao morarem na rua por não ter sustento.

Divulgue e apoie projetos para a comunidade

Existem diferentes projetos que visam ajudar a comunidade LGBTQIA+, um deles é o Educa TRANSforma, criado por Noah Scheffel que forma pessoas transgênero para atuarem no mercado de tecnologia.

Há também o Trans empregos, que é um banco de vagas específico para pessoas trans. A Casa1 é um centro de acolhimento e assistência social para LGBTQIA+, com cursos, clínica social, centro cultural e mais para que essas pessoas possam usufruir e ter uma melhor qualidade de vida.

É importante divulgar esses projetos e apoiá-los financeiramente para eles continuarem realizando este trabalho. Uma ótima ideia é também iniciar atividades dentro da sua empresa que apoiem a diversidade. Que tal começar realizando uma pesquisa (pode ser anônima) sobre quantos LGBTQIA+ existem na empresa e se as pessoas gostariam de ver esse tipo de projeto sendo aplicado?

Viu só como o papel das empresas na redução do preconceito com a comunidade é importante? Se você é uma pessoa LGBTQIA+ e quer trabalhar em um ambiente diverso, confira as vagas disponíveis aqui na Orbia.

 
 
 

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